Já ouvi de diversas pessoas conhecidas muitos comentários parecidos a respeito das minhas viagens: “você é corajosa!”, “você não tem medo?”, “você é aventureira” e etc…

O que poucos sabem é que ir em frente não quer dizer que não temos medos, e sim que os enfrentamos!

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Meu histórico de viajante pelo mundo começou com um ex namorado meu, que tinha essa “doença” e me contaminou… cada ano fazíamos um roteiro diferente e em 2011 consegui me capitalizar para conhecer um lugar que sempre povoou meu imaginário: o Egito.

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Viagem começando a ser planejada e o namoro acabou. Meus planos de férias quase foram por água abaixo, mas aí pensei que o roteiro era um ideal meu, que o sonho era meu e que portanto, eu não deveria abandonar a ideia.

Só havia aí um “probleminha”: eu nunca tinha viajado sozinha… tinha feito trechos de aeroportos / imigração sem acompanhante, mas conhecer um destino sozinha, nunca! Outro probleminha foi que o destino escolhido era um país que tem um olhar bastante conservador sobre as mulheres, principalmente com as “emancipadas”, e que o país vivia um momento de conflitos civis bastante grande.

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Frente às dificuldades tudo o que ouvia de amigos e familiares era para me desestimular e fazer desistir. Porém, teimosa que sou, não desisti! Firme ao desejo de vencer o desafio, segui em frente.

Se tive medo? Muito!!          

Se tive insegurança? Muita!!

Se isso me bloqueou? Jamais!     

Cada momento da viagem foi uma superação para mim, começando com o desembarque, onde um guia receptivo deveria me esperar. Eu olhava as placas ao longo do corredor escritas em árabe e pensava “e se meu nome estiver escrito em árabe? Como vou saber?”. Pensava também “e se ninguém vier e eu tiver que pegar um táxi sozinha até o hotel em plena madrugada no Cairo?”. Mil fantasmas me assombraram em poucos minutos. Felizmente, logo à frente havia uma plaquinha escrito DANIELA NOGUEIRA. Nesse momento meu coração já pulsou mais tranquilo…

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Ao longo dos dias ali vividos tive oportunidade de ver muita coisa bonita e  de me emocionar com os séculos de história à minha frente, com a beleza vazia do deserto e a mansidão das águas. Mas e a dita solidão que alguns perguntaram se senti passando Natal e Ano Novo longe de família e amigos? Ela  nem deu sombra de existir.

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Por isso, ao fim de 14 dias de viagem, voltei me sentindo mais confiante, mais empoderada, com a sensação de que se venci esse desafio, poderia vencer qualquer outra coisa. Pode parecer bobagem para alguns, mas só quem passa por esses momentos entenderá o que digo.

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Então, hoje respondo a quem me pergunta “e se der medo?” Se der medo, vai com medo mesmo!

Recentemente ouvi uma frase que dizia que o oposto da vida não era a morte, era o medo, porque ele que nos impede de viver.

Meu conselho então não poderia ser outro: viva, viaje, vença seus medos, se descubra e seja feliz!

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Daniela Nogueira

Daniela Nogueira

Sou educadora da rede pública, mas é nas viagens que me realizo. Esse bichinho sempre esteve comigo, mas precisou que um ex namorado o alimentasse e foi com ele que aprendi a “conhecer o mundo”. Como todo pé na bunda te empurra pra frente, foi nessa situação que comecei a viajar sozinha, e nunca mais parei! Hoje já pisei nos cinco continentes e fiz roteiros que antigamente eram impensáveis. Os planos para o futuro? Dominar o mundo!
Daniela Nogueira

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E se der medo? Vai com medo mesmo!

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