A cidade rainha dos lagos.

Há tempos estava devendo um post sobre este destino. Foram poucos dias lá, apenas três dias e meio, um feriado. Mas foram dias intensos em meio a uma natureza exuberante e paisagens marcantes.

O que mais gostei em Capitólio foi o Pôr do Sol. Eu sou a louca do Pôr do Sol e tive a sorte de ter dias ensolarados por lá, sendo assim, o final do dia era sempre um espetáculo. Era aquele momento de querer aquele céu laranja pra sempre.

Não é não?! Só de olhar já suspiro…

A cidade é pequena e totalmente voltada para o ecoturismo. Durante a noite apenas alguns restaurantes e mercadinhos. Não espere badalação. Perfeita para mim. Éramos quatro pessoas e dividimos o aluguel de uma casa bem no centro e isso facilitava a volta, quando chegávamos mortas e queríamos comer logo. Vantagem número dois: o dono da casa é guia turístico! Sendo assim, separamos um dia para fazer um passeio com ele para lugares que só um carro 4×4 chega. Foi a nossa decisão mais acertada. Conhecemos belas cachoeiras, vimos um Pôr do Sol inesquecível no morro do chapéu, além da companhia agradável do Tadeu que nos passou todas as informações sobre a cidade. Recomendadíssimo!!! No final do post irei colocar o instagram dele e lá há informação do número de telefone. Guia aprovadíssimo pelas viajettes Débora e Luciana.  😀

Nossa primeira impressão na cidade foi chegar e ir direto para um almoço no Restaurante Escarpas do Lago. Uma vista anunciando a lindeza de lugar que estava por vir. Depois foi a vez de fazer o passeio de lancha pelos cânions na represa de Furnas. São Cânios, cachoeiras e novamente a natureza se apresentando de um jeito incomparável. No final do passeio um Pôr do Sol para brindar o primeiro dia de viagem. Tudo bem que tinha um funk ao fundo, mas quem liga? Até arrisquei uns passinhos…

Escarpas do lago: almoço com esta vista.
Passeio pela represa de Furnas.
Mesmo com o nível de água baixo, é bonito de se ver e andar por ali.
E o Sol vai se pondo na represa.
Por motivo de muita beleza, não tem legenda. 😛

Nosso segundo dia foi o mais bonito, começou bem cedinho e foi todo guiado pelo Tadeu. Se no dia anterior estávamos debaixo do cânion, começamos o dia seguinte olhando aquela maravilha por cima. Achei bem mais bonito e foi ali que entendi a magnitude do lugar. Lindo sem nenhum exagero!

Sensação de liberdade e gratidão.
Lindo demais!

Saindo do cânion, começamos a nossa saga por cachoeiras lindas e daquelas que não dá vontade de ir embora. Conhecemos as cachoeiras da Filó, Diquadinha e do Fecho. Gostei de todas, mas a cachoeira do Fecho é daquelas para você lavar a alma e manda a uruca pra bem longe. São lugares com acesso mais difícil e na Diquadinha e Fecho precisa de um 4×4.

Cachoeira da Filó.
Cachoeira Diquadinha: uma belezinha para nadar.

 

Cachoeira do Fecho.
A força da água.

Além destas cachoeiras o guia nos levou até à Pedreira. Fiquei sem fôlego ao ver aquele tom de água. Um mirante incrível para admirar aquela beleza, mas também podemos nadar. A água extremamente gelada desagradou um pouco, mas foi um dos lugares mais bonitos que vi em Capitólio. Muitos suspiros!!!!!!!!!!! Depois da pedreira, fomos até o morro do chapéu para ver o Pôr do Sol e novamente um céu laranja, um horizonte de encher os olhos. O morro é bem alto e dali a vista ficou perfeita!

Eu, insignificante naquela maravilha.
Pedreira: a cor desta água.
Mais pedreira.
Ah! Este Pôr do Sol no morro do chapéu!
Divino.

Nosso terceiro dia foi sem guia e se aventurando para chegar até o paraíso perdido. Esta é uma propriedade privada e pagamos 40,00 para entrar (preço em outubro de 2017). Um lugar para fazer trilha em meio a pedras, passando por piscinas naturais até se chegar à cachoeira principal. Eu não dei conta de fazer o percurso todo porque sou medrosa e achei as pedras bem escorregadias. Embora o meu medo, achei o local organizado porque tinham guias orientando e também pedras marcando o lugar para se pisar, tornando a caminhada bem menos perigosa. Eu parei na metade do caminho e gostei, fiquei ali de boas “me banhando”, como dizem os mineiros. No final do dia fomos ver o Sol se pôr na represa de furnas. Mais um espetáculo! <3

Paraíso Perdido.
Paraíso perdido.
Pôr do Sol na represa de furnas.

O dia de ir embora foi dedicado para a caça do legítimo queijo mineiro, nossa lembrança para trazer para São Paulo. Fomos até uma cidade próxima que se chama Piumhi, atrás da queijaria do Dinho, bem famosa na região. Que queijo! Ah Minas Gerais! E no caminho, vaquinhas, árvores, natureza… <3

Capitólio entrou para a minha listinha de cidades no Brasil que indico de olhos fechados. Tem natureza linda, tem comida mineira, tem o povo mineiro que abusa da hospitalidade e inúmeras oportunidades para você contemplar a natureza. Vá sem questionar!

Capitólio.
Os finais de tarde mais bonitos que tive!

E para finalizar, as viagens são mais legais quando a companhia é boa. Capitólio foi muito melhor com Débora, Joyce e Camila. Vocês são MARAVILHOSAS!

Notas: O instagram do guia Tadeu é o @capitolioecotur . Além de fotos bem bonitas, lá você encontra o telefone e pode se comunicar, caso deseje.

 

Luciana Almeida

Luciana Almeida

Sou uma carioca nômade. Adoro sentir o frio na barriga de conhecer um lugar novo.Assistente social de formação e viajante compulsiva nas horas vagas, meu objetivo é colecionar histórias e boas memórias de lugares, pessoas e culturas. Quero me jogar nos destinos e sonho com uma volta ao mundo. Viajar pode ser sozinha ou acompanhada, e o lugar pode ser qualquer lugar no globo. Afinal, o que importa é viajar cada vez mais.
Luciana Almeida

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Porque você deve ir para Capitólio

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