Esse post está meio atrasado, afinal janeiro já está quase no fim, mas nunca é tarde, não é?

Eu não me considero uma pessoa religiosa, cheia de crenças e rituais, mas tenho minhas manias e coisas nas quais eu acredito. Uma delas é no Reveillón, na energia da virada e nas possibilidades que um novo ano nos traz. Sempre tem um enxaqueca para dizer que mudanças podem acontecer em qualquer data, que não precisa mudar o calendário para isso e blá blá blá. Eu sei, mas posso continuar acreditando? Obrigada.

Não é uma receita de lentilha, a cor da lingerie ou pular 3 ou 7 ondas. O que importa para mim é a energia do local escolhido, e principalmente o meu estado de espírito. Analisando as minhas últimas viradas de ano, eu só posso confirmar a minha teoria.

Com vocês acontece o mesmo? Que tal analisar e contar pra gente? Vou adorar saber.

2013

Copacabana! Existe melhor lugar para passar a virada? Eu não conheço. Até o show da Claudia Leite fica bom no reveillón.

Copacabana, 2012/2013

A energia contida naquele espaço ocupado por milhões de pessoas, a queima de fogos arrepiante e o mar, ah o mar…te impulsionam a qualquer mudança de vida, até as mais radicais, acredite!

Comigo funcionou, foi o ano que eu resolvi sair do Brasil, me jogar de cabeça no que seria a maior loucura da minha existência e foi a despedida perfeita do Rio. Foi um ano intenso, de muito aprendizado, incertezas e aquele começo foi o melhor impulso que eu poderia ter tido.

2014

Paris, because we always have Paris…apesar da festa de reveillón ser bem meia boca.

Paris, 2013/2014

O mais legal dessa minha jornada em terras estrangeiras, sem sombra de dúvidas, são as pessoas que encontrei ao longo do caminho e que hoje fazem parte da minha vida. O problema é que normalmente são espíritos semelhantes que não conseguem ficar muito tempo num mesmo lugar, então você passa a viajar para reencontrá-los. O que também não é ruim, viagens são sempre bem vindas.

Foi para visitar uma amiga, e fazer novos amigos, que fui parar na Cidade Luz para o Reveillón. O oposto total do clima da virada em Copacabana, fazia frio, meros 20 segundos de fogos de artifício, mas era Paris, quem precisa de fogos quando a Torre Eiffel brilha a meia noite? A prova de que o pouco pode ser suficiente.

Ruas cheias, pessoas felizes, champagne e risadas. Foi um começo calmo para um ano estável, de consolidação, romântico e doído como só as canções francesas conseguem ser.  Foi o ano em que chamei a Turquia de casa, arrumei número de identidade, casa e cachorro, todos os elementos de um morador oficial.

2015

Kuala Lumpur, para celebrar o mundo do outro lado dele.

Kuala Lumpur, 2014/2015

Um ano calmo, de muito trabalho e pé no chão, merece uma comemoração a altura, certo? Não conheço maneira melhor de celebrar que num local bem distante e diferente, e a Ásia foi uma escolha acertada. Uma virada com muitos fogos e festa numa cidade incrível, na divertida companhia da minha mãe, e com um fuso horário de enlouquecer. Sensação incrível de ver o ano começar muitas horas antes! A energia certa para um ano incrível.

E foi! Hora de colher os frutos de muito trabalho e fazer muitas viagens incríveis. Cumpri a lista de destinos idealizados para o ano e fiz muito mais do pensei ser capaz. E sobrevivi a Índia!

2016

Göreme…lonely night.

Göreme, 2015/2016

Desde que me mudei para a Capadócia, eu evitei passar a virada do ano aqui, eu sabia que o inverno rigoroso por essas bandas seria um impeditivo a diversão. E inverno deprime, o último sentimento que quero na minha virada. Mas, a hora chegou, e eu passei pela primeira vez a virada do ano em casa, de pijamas e na companhia do meu cão. A melhor opção para o clima, já que marcava -15 lá fora. Foi a primeira vez que passei o ano novo sozinha, e desejo que seja a última. Não foi horrível, não quis cortar os pulsos, não deixou uma marca profunda na minha vida, só não pretendo repetir. Foi uma boa oportunidade de reflexão e de perceber o que realmente importa na minha vida.

E lógico, traçar os meus planos e expectativas para 2016.

Ano difícil esse! Foi uma ano de tanta incerteza, insegurança, teve golpe militar, atentados… Vivi, porém sobrevivi, situaçãoes que jamais imaginei enfrentar.

O que me leva a confirmar minha teoria: Reveillón furado, ano cagado.

2017

El Chorro, feliz año nuevo.

Daquelas surpresas que a vida te proporciona, foi um final de ano resolvido as vésperas, sem muita expectativa e uma feliz surpresa. A pequena praia uruguaia que fica espremida entre destinos badalados como Punta del Este, Playa Bikini e José İgnácio foi a aposta e o prêmio não poderia ter sido melhor. Praia absolutamente deserta, mar calmo, céu estrelado e uma visão panorâmica, e privilegiada, da queima de fogos das praias vizinhas. Foi de arrepiar.

Estar a beira mar novamente foi um presente, na companhia de pessoas que aprendi a admirar, e que pela primeira vez passavam uma virada na praia. Entrou para a listinha de momentos especiais da vida.

O que eu espero de 2017? Que a energia do mar me leve para mais perto dele 🙂

Esse será um ano de mudanças, e eu já estou com minhas baterias carregadas e pronta para o que der e vier! Venha, 2017!

Karina Ferraz

Karina Ferraz

Nasci no Rio de Janeiro, quis ser aeromoça, mas escolhi a arquitetura, paixão que me fez querer ver o mundo. Mundo esse que me levou até a Turquia, que resolvi chamar de casa e onde vivo há 3 anos. A arquitetura entrou de férias, surgiu a agente de viagens, que vive de organizar viagens para os outros e principalmente, para si mesma. Afinal, morar no centro do mundo faz tudo parecer mais perto.
Karina Ferraz

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O ano novo e o poder da virada

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