Muro de Berlim

O ano de 2016 me reservou belas surpresas e viagens. Andei pela Argentina, Chile, Colômbia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tailândia, Myanmar, Uruguai, Holanda, República Tcheca e Alemanha. Foi um ano intenso e com muitos suspiros de gratidão.

Meu último dia do ano foi em Berlim. Cheguei no dia 31 de uma tarde bem gelada e a única coisa que não saía da minha cabeça era ver o que sobrou do muro de Berlim. Ansiosa que sou, fixei que precisava ter aquela imagem no último dia do ano.

De cara me desfiz de todos os preconceitos que tinha a respeito do País: “Alemães são frios”. “Alemães não vão me tratar bem”. “Me sentirei estranha naquele lugar”… Como é bom se equivocar! Quebrei a cara e a primeira cena que não sai da minha memória foi da Potsdamer platz lotada de alemães bebendo vinho quente e dançando – os mais jovens….

Berlim para mim foi amor à primeira vista. Eu amo São Paulo e a capital alemã é a São Paulo perfeita: segura, com praças lotadas de gente, limpa, sem contrastes sociais e vibrante. Lugar de prédios modernos mesclados com a história recente que dividiu o País. Além de ser cheia de cultura e colorida.

Meu primeiro rolê foi rumo à East Side Gallery, pedaço preservado do que um dia foi o muro de Berlim. Hoje é uma galeria a céu aberto com vários grafites. Fazia um frio de congelar os pés, mas andar por aquele lugar fez muito sentido para mim. Estava na frente do que um dia foi o muro que dividiu o mundo em duas ideologias. As notícias dos jornais que fizeram parte da minha infância. Estava fechando o meu último dia do ano em grande estilo!

Eu precisava ver com os meus olhos… <3
Berlim e o muro

O frio não deixou que ficássemos muito tempo e a única coisa que pensávamos era tomar vinho quente na Potsdamer platz. O metrô de Berlim te leva a todos os lugares! <3

Reprodução do Checkpoint Charlie no muro.
Eu estava ali…

Nada mais típico do que chegar a praça e, além de tomar vinho quente, comer salsicha. E só para variar um pouquinho, ao lado da praça, encontramos pedaços do muro de Berlim. Durante o inverno a Potsdamer fica cheia de barraquinhas vendendo bebidas e com música para divertir a galera. A praça também está muito próxima do Portão de Brandeburgo e do Reichstag (parlamento).

Pedaços do muro.
Parlamento Alemão
“Vou me entorpecer bebendo vinho e sigo só o meu caminho”.
Vinho quente em família! Eu e a prima Ana Paula.

E foi de lá que partimos para a nossa festa de final do ano: no portão de Brandeburgo! Nunca imaginei que passasse um ano novo ali e, sinceramente, achei que não fosse resistir ao frio que fazia. Graças à insistência da minha prima, acabei indo. Posso dizer com toda segurança que me diverti mais que no calor da praia de Copacabana.

Mais de um milhão de pessoas e eu não senti frio enquanto estava ali. Vários palcos e shows acontecendo simultaneamente. Tinha música para todos os gostos e um palco principal que fazia a contagem regressiva e com vários shows.

O esquema de segurança foi bem rigoroso, por conta dos atentados que tinham acontecido recentemente, e foi bem difícil chegar até a última revista. Acho que foram mais de dez…

A queima de fogos foi linda e me senti plena e agradecida por estar naquele País e por ter visto tanta coisa no último dia do ano.

Inesquecível!

Estar em Berlim me serviu para despertar o desejo de voltar em 2017. Eu me apaixonei pela cidade e a única certeza é de que no verão estarei de volta.

Porque eu vou andar ao longo deste muro no verão e sem congelar meus pés!
Luciana Almeida

Luciana Almeida

Sou uma carioca nômade. Adoro sentir o frio na barriga de conhecer um lugar novo.Assistente social de formação e viajante compulsiva nas horas vagas, meu objetivo é colecionar histórias e boas memórias de lugares, pessoas e culturas. Quero me jogar nos destinos e sonho com uma volta ao mundo. Viajar pode ser sozinha ou acompanhada, e o lugar pode ser qualquer lugar no globo. Afinal, o que importa é viajar cada vez mais.
Luciana Almeida

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Meu último dia de 2016 foi em Berlim.

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