Passei o final de 2015 em Mendoza e como foi bom! Foram dias especiais regados a vinhos, passeios de bicicleta, vista do Aconcágua, Cordilheira dos Andes e argentinos.

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Para os amantes de vinho a cidade oferece oportunidades ilimitadas. Dá para ficar muito tempo se dedicando a conhecer as vinícolas e degustando. Há duas grandes regiões produtoras de vinho: Lujan Cuyo e Maipu. Esta última está mais perto do centro da cidade e mais acessível. Escreverei um post dedicado às minhas andanças por Maipu. Prometo!

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São muitas vinícolas e podemos conhecer desde as menores e familiares até as maiores e mais comerciais. Além dos vinhos, há a produção de azeite e visitas às olivícolas. Em Maipu podemos fazer tudo isso com uma bicicleta. Andei com um mapa na mão e só escolhendo onde iria parar. Sensação boa ao andar por aqueles caminhos, de vinícola em vinícola.

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Na cidade de Mendoza o ponto mais bonito é o Parque San Martin. Pensa em um parque gigante com lindas árvores e um lago maravilhoso! Era tão bom que tinha dias que ia e ficava sentada só pensando na vida! Dentro do parque há um clube, quiosques, estádio de futebol e o cerro La Glória, lugar onde podemos avistar as Cordilheiras.  O cerro fica muito distante e muito alto, para chegar até lá peguei um ônibus turístico. Ver a cidade do alto, cercada pelas Cordilheiras e com céu incrivelmente azul.

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Para quem gosta de andar de bicicleta a viagem será mais divertida. No centro de Mendoza há vários quiosques onde podemos pegar uma bike de graça! Podemos usar quantas vezes quiser. Só levar o passaporte e a Xerox mais o endereço da hospedagem. Liberam uma bike para você. Ótima maneira de conhecer a cidade.

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A cidade é pequena e dá para conhecer andando a pé ou de bicicleta. É bem colorida, tem muitos grafites, arborizada e com belas praças. Aproveite e vá até ao prédio da prefeitura da cidade, suba até o terraço no sétimo andar e admire a vista da cidade.

O charme fica para as praças. A principal é a Independencia que fica ao centro. As praças Chile, San Martin, Italia e España formam um quadrilátero. É nesse “miolo” que encontraremos o principal da cidade. A Plaza España é a mais bonita, cheia de azulejos.

Minha viagem foi no verão e mesmo com muitas árvores, o calor é intenso. Bem parecido com o calor do Rio de Janeiro. Parece conselho bobo, mas não dá para ficar sem beber água um minuto.

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O primeiro dia do ano foi dedicado à Alta Montanha, Aconcágua. Este é o ponto mais alto da América com 6.692 metros de altura. Claro que não subi no topo… rs Entramos no Parque e fazemos uma caminhadinha (muito facinha) até o lago Horcones, lugar com uma vista espetacular. A subida na montanha é para os fortes, precisa ter muito preparo físico e, óbvio, não se faz em um passeio de um dia. A vista de Horcones já é suficiente. No caminho paramos em Puente Del Inca, povoado que possui uma formação rochosa que virou parada obrigatória na região. Durante todo o percurso nos deparamos com Cordilheira dos Andes e nem precisa dizer o quão bonito é. Achei tão bonito o caminho que um dia quero fazer esta viagem de ônibus e saindo de Santiago, Chile. Estávamos na fronteira da Argentina com o Chile.

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Mendoza ganhou meu coração, foram dias inesquecíveis com bicicleta, natureza, parque, montanha e vinho. <3

Uma dica importante: para andar de ônibus em Mendoza é preciso comprar um cartão chamado Redbus. Encontramos em quiosques – daqueles que vendem alfajores, água e sanduíche. Em dezembro de 2015 custava 10 pesos e o carregamos com a quantia que quisermos. Se você estiver viajando com alguém, um cartão basta. O preço da passagem de ônibus varia conforme a distância percorrida.

Luciana Almeida

Luciana Almeida

Sou uma carioca nômade. Adoro sentir o frio na barriga de conhecer um lugar novo.Assistente social de formação e viajante compulsiva nas horas vagas, meu objetivo é colecionar histórias e boas memórias de lugares, pessoas e culturas. Quero me jogar nos destinos e sonho com uma volta ao mundo. Viajar pode ser sozinha ou acompanhada, e o lugar pode ser qualquer lugar no globo. Afinal, o que importa é viajar cada vez mais.
Luciana Almeida

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