A maior parte do vinho produzido na Argentina vem de Mendoza. A região está entre as maiores produtoras do mundo. Esse é um dos motivos de orgulho dos mendocinos. Estar na cidade é um convite a um brinde!

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São três regiões produtoras: Maipú, Luján de Cuyu e Valle de Uco. Maipú é mais acessível e próxima do centro de Mendoza e onde escolhi conhecer. Queria agregar as visitas às vinícolas com passeios de bicicleta. Achei Maipú mais simples e fui para lá dois dias.

Ainda cheguei a cogitar conhecer Luján de Cuyu, mas as vinícolas de La só recebem visitantes com agendamento prévio. Sem contar que estão afastadas uma das outras. Resolvi investir em Maipú e me joguei nos passeios de bicicleta por lá!

Chegar a Maipú é muito fácil, dá para ir de ônibus e a viagem é relativamente rápida. O charme do passeio é alugar uma bicicleta e seguir pelas estradas e ruas, entrando nas vinícolas que quiser. Na maioria delas não há necessidade de agendamento e possuem os tours guiados ao longo do dia.

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Quando alugamos a bike ganhamos um mapa e aí é só escolher o rumo que se vai pegar. Minha viagem foi no verão e fazia um calor absurdo. Andar de bicicleta nas estradinhas de terra com a brisa do vento e a sombra das árvores foi tudo de bom. A paisagem é linda e no início é bem tranquilo o passeio. Só depois de uma taça e outra de vinho que a coisa vai complicando. rs

Visitei a La Rural, que funciona como vinícola e museu, e a Trapiche. Em ambos os tours pagamos cem pesos pela visitação e a degustação está incluída. Na Trapiche a degustação incluía quatro tipos de vinho, mas o guia não estava regulando, então eu fiz a festa por lá. No final foi difícil conciliar bicicleta e equilíbrio.

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A ideia é conciliar a visita a uma vinícola com uma olivícola. Foi a primeira vez que estive em um lugar que produz azeite e para ser sincera, nem sabia que tinha tanta diferença entre um e outro. Ao lado da Trapiche há a olivícola Santa Augusta. A entrada custou cinquenta pesos e incluía a degustação de três tipos de azeite, um vinagre balsâmico e pães. Tão bom experimentar os azeites com pão… Depois de uma farra no vinho trapiche! Gostei bastante da visita, o lugar era bem agradável e bonito. Em meio à natureza, com muito verde e um jardim lindo.

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A vantagem da bicicleta, além do tempo que economizamos, é a liberdade que ganhamos de poder parar e conhecer os lugares de acordo com a nossa vontade e disposição. Foi assim que descobri o Beer Garden. Casa do Juan Pablo, lugar com um jardim enorme, cheio de pomares e que ele serve uns lanches bem gostosos. Se não bastasse tudo isso, ainda tem uma música ótima. Os pais de Juan Pablo possuem uma vinícola a 14 km dali e ele vende os vinhos. Vinho bom!!! Mais um dia difícil para conciliar o equilíbrio e o passo.
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Eu não tinha ideia do quanto seria divertida a minha viagem para Mendoza e as idas para Maipú contribuíram e muito para eu ter gostado tanto. Andar de bicicleta, beber vinho, comer bem, estar entre parreiras e sentir-se parte daquele cenário. Enfim, adorei meus dias de bicicleta em Mendoza.

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Como chegar: No centro de Mendoza, os ônibus 171,172 e 173 te levam para Maipú. O melhor lugar para descer é no posto de informações turísticas de Conquibito.

Alugar uma bike: ao lado do posto de informações turísticas de Conquibito, encontramos a locadora Mr. Hugo. Paguei noventa pesos para andar durante o dia todo.

Luciana Almeida

Luciana Almeida

Sou uma carioca nômade. Adoro sentir o frio na barriga de conhecer um lugar novo.Assistente social de formação e viajante compulsiva nas horas vagas, meu objetivo é colecionar histórias e boas memórias de lugares, pessoas e culturas. Quero me jogar nos destinos e sonho com uma volta ao mundo. Viajar pode ser sozinha ou acompanhada, e o lugar pode ser qualquer lugar no globo. Afinal, o que importa é viajar cada vez mais.
Luciana Almeida

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Maipú, Mendoza

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