No mês das mães, uma homenagem àquelas que nos ensinaram tudo, inclusive a querer ver o mundo. 

Por Daniela Nogueira

Curitiba em família em 2014
Curitiba em família em 2014

Faz 3 anos que me coloquei como meta levar meus pais para fazerem uma viagem diferente comigo. Geralmente viajamos juntos para a casa de praia, mas isso não conta porque é rotina, né?

Essa meta veio do desejo de poder proporcionar a eles um pouco das sensações que eu vivo nas minhas constantes viagens. Acho justo esse desejo, pois tudo o que sou e tenho hoje, devo à base que eles me deram, e essa é uma maneira bem singela de devolver tudo isso.

Em 2014 aproveitamos uma promoção aérea e uma “semana do saco cheio” e fomos para Curitiba. Aproveitamos para passear e visitar uns parentes que há tempos não víamos.    

Foi ótimo e mesmo sendo uma cidade conhecida, fazer como turista, sinto que trouxe uma experiência diferente a eles.

O ano passado meu pai ficou de fora dos planos por uma questão de demanda, pois o grupo onde faço yoga combinou uma viagem para Poços de Caldas, para ficar no hotel bonitão e etc.

Era uma viagem só de mulheres e por isso ele ficou de fora, pois não tinha contexto ele ir. Convidei minha mãe, ela topou, e lá fomos nós viver dias de princesas num hotel histórico, com grandes e fartas mesas de todas as guloseimas mineiras, com banhos diários na piscina do hotel de águas termais e todo relax que só uma viagem de mulheres proporciona.

Achei importante também para minha mãe poder sair sozinha nessa viagem, pois sua geração não traz isso como costume. Foi um quebrar de barreiras que fez muito bem e que estreita ainda mais os laços entre nós.

Mãe

Este ano volto a viajar novamente com meu “casal de velhinhos”. Dessa vez a escolha do destino foi feita para contemplar o desejo que meu pai sempre teve, que é conhecer o Pantanal. Mas isso ficará para o próximo capítulo…

Até breve! 😉

Por Karina Ferraz

Mostrar o mundo pra quem nos ensinou tudo, eu considero uma dádiva. Minhas primeiras viagens, ainda na infância, foram sempre em família…verões na praia, escapadas de fim de semana, primeira viagem de avião, e aquelas intermináveis viagens de carro para passar o carnaval na praia.  

Depois vieram as viagens com amigos, sozinha, com namorados, maridos, mas, entre elas, sempre tinham viagens com a minha mãe. Algumas para destinos que eu escolhia e ela chamava de estranhos, mas ia. Aliás, o anúncio do destino normalmente vem acompanhado das seguintes frases: 

“São quantas horas de voô?”

“O que eu vou fazer lá??”

 Mas acaba indo.

 E as outras viagens, para destinos que ela desejava conhecer.

Com a matriarca no Porto, em 2011
Com a matriarca no Porto, em 2011

Viajar com ela é quase uma inversão de papéis, eu sou guia, intérprete, a “mãe” que cuida, ajuda, ensina e mostra o mundo. Cada viagem é um aprendizado, respeitar as vontades e a necessidade daquelas 20 pausas diárias para o cigarro e o café, entender os limites, os medos e curtir o novo.

Bali, em 2015 - Frankfurt, em 2013 - Reveillon em Kuala Lumpur, em 2015 - Natal em İstambul, em 2011
Bali, em 2015 – Frankfurt, em 2013 – Reveillon em Kuala Lumpur, em 2015 –
Natal em İstambul, em 2011

Todo mundo volta diferente de uma viagem, a gente também. A gente volta planejando a próxima!

Maldivas, 2013
Maldivas, 2013

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Mães viajantes

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