coisas-que-aprendi-viajando

Já é até chato ficar falando toda hora que viajar agrega muito à nossa vida, né?

Mas essa é a mais pura verdade… Eu mesma posso me considerar como uma pessoa antes e outra depois do meu histórico de viagens, devido a tantas transformações que minha personalidade sofreu ao longo desse período. Definitivamente, sou muito melhor hoje do que antes!

O motivo disso? Citarei alguns a seguir:

Sou mais poderosa e mais confiante

Testar nossos limites, sermos colocados à prova mediante situações problema inesperadas nos faz adquirir um jogo de cintura muito grande.

Aceitar e vencer os desafios que algumas viagens nos impõe desenvolve em nós uma noção de empoderamento e de confiança muito maior. Eu senti isso logo de cara ao encarar minha primeira viagem para um país “pouco amigável” com mulheres que viajam sozinhas (leia o post aqui). Com certeza hoje, ao me deparar com algo mais “complicado”, eu consigo respirar fundo e pensar “eu dou conta disso”!

Sou mais tolerante

Viajar em grupo, dividir quarto coletivo no hostel, passar horas dentro de um ônibus não muito confortável, esperar longas horas entre um voo e outro… Ou seja, simplesmente estar fora da zona de conforto rotineira me tornou uma pessoa muito mais tolerante de maneira geral.  Hoje sou capaz de “esquentar menos a cabeça” com coisas que antes para mim eram praticamente inaceitáveis…

Acredito mais no poder de resolução das coisas

Na viagem que fiz para a Austrália e Nova Zelândia aconteceram muitos imprevistos, muitas coisas deram “errado” (ou quase errado). No início eu me descontrolei, pois sou acostumada, até por conta da profissão, a ter tudo planejado e organizado, e esperar que as situações aconteçam nessa conformidade.

Aprendi que quando as situações não saem como o previsto não adianta desesperar! Algumas vezes, como diz o ditado, “Deus fecha uma porta e abre uma janela”. E se não abrir, não faz mal. Só não existe mesmo remédio para a morte!

Sou mais paciente

É um aprendizado complementar aos dois itens anteriores, da tolerância e do poder de resolução.

Em dois dos meus três últimos voos internacionais, fiquei “presa” dentro do avião, em pleno aeroporto de embarque, por mais de 4 horas sem desembarcar (por situações adversas e diferentes, um voo apenas sofreu atraso, e outro foi cancelado).

Não adiantava nada estressar… então, tratei de ficar vendo filmes! Isso não quer dizer ignorar meus direitos como passageira junto à empresa aérea, mas apenas que ali, naquele momento, não adiantava esbravejar…

Sei mais sobre “história”

Viajar a diferentes lugares, visitar museus e pesquisar sobre destinos para fazer o roteiro me fez aprender muito mais sobre a história de diferentes culturas.

Eu que na época de colégio detestava essa disciplina, descobri que ela, ao vivo, é muito mais rica e interessante…

Sei mais sobre “geografia”

Outro dia, recentemente, numa conversa familiar sobre o Acre, escutei “Ah, ali perto da Venezuela!”. Na hora retruquei: “não, ali é perto da Bolívia, não da Venezuela!”.

Essa situação somente ilustra o conhecimento bem maior que hoje tenho a respeito da geografia do mundo. A mania de ficar “colecionando pontinhos” espalhados pelos continentes me fez ficar mais “esperta” nesse quesito! 😉

Além disso, ter que interpretar mapas para poder andar sozinha fez melhorar muito meu senso de localização espacial!

Tenho mais memória visual

Pesquiso muito sobre muitos lugares. Mesmo sem ir, mesmo sem estar na bucket list, sei o que tem em vários cantos do mundo.

E quando já fui ao lugar e já conheço a paisagem, consigo numa fração de segundos identificar as N fotos que pessoas postam nas redes sociais. Olho e logo penso “isso é em lugar X”.

Sou mais contemplativa

Hoje sou muito mais contemplativa que antes (já contei sobre isso aqui). O simples fato de parar, sentar e contemplar determinada paisagem esvazia minha mente e enche meu peito de contentamento. Essa situação que começou em viagens se transportou para a rotina. E os benefícios particulares disso são tantos que só quem passa por situação semelhante pode entender o que quero dizer.

Testo mais (e venço) meus limites

Assim como o primeiro item, que falo da questão do empoderamento e da confiança, testar os limites físicos também gera uma sensação muito boa de vitória e superação.

Hoje já fiz coisas que para mim antes eram impensáveis, como um rapel de 50 metros, escalar o Pico das Prateleiras em Itatiaia, fazer a Trilha do Rio do Boi, fazer o trekking do Kings Canyon no Outback com o pé torcido e etc. Sei que posso e consigo tudo que me dispuser a fazer!

Sou mais aberta

O conjunto de vivências que vamos incorporando à nossa história pessoal nos faz pensar “tá, e se eu fizer isso, o que pode acontecer? No máximo posso não gostar!”.

Hoje digo muito mais SIM a situações novas, sou mais aberta ao novo! Isso só me fez bem, pois ser mais aberta não significa “não ter personalidade”, ser “maria vai com as outras” ou ser “capacho” de quem quer que seja, viu? Só tenho agregado coisas boas!

Sou mais empática

Vivenciar novas culturas, conhecer novas formas de vida diferentes das que estou acostumada me fez aprender a ser mais empática. Com muito mais frequência eu consigo me colocar no lugar do outro, pois aprendi que o “outro” é sempre muito mais diferente de mim e que isso não nos faz melhor ou pior que quem quer que seja!

Sou menos consumista

Ter que economizar para poder bancar os desejos de viagens, ter uma mala que não pese 32 kg para transportar numa viagem e não viajar esbanjando dinheiro são 3 exemplos simples de situações que me fizeram ser muito menos consumista do que era antes. Isso não implica apenas em “gastar menos”, e sim numa lógica do sistema capitalista que eu deixei de aceitar (e praticar) com tanta facilidade como antes.

Sou mais inteligente!

A cada vez que, fora de minha zona de conforto, sou colocada perante uma nova situação, meu cérebro tem que se exercitar para dar conta da nova demanda: conversar em outro idioma, entender um novo mapa, prestar atenção a um trajeto para poder voltar com segurança, usar o transporte público de outra cidade, adaptar-me rapidamente a novas culturas, dirigir um carro automático pela primeira vez num país diferente do meu ou simplesmente ter que me virar só! Tudo isso implica em novas sinapses. Novas sinapses, de forma simples, implicam em maior desenvolvimento da inteligência. 😉

E você, já parou para pensar o que viajar te trouxe de melhor?

Conte para nós!

 

 

Daniela Nogueira

Daniela Nogueira

Sou educadora da rede pública, mas é nas viagens que me realizo. Esse bichinho sempre esteve comigo, mas precisou que um ex namorado o alimentasse e foi com ele que aprendi a “conhecer o mundo”. Como todo pé na bunda te empurra pra frente, foi nessa situação que comecei a viajar sozinha, e nunca mais parei! Hoje já pisei nos cinco continentes e fiz roteiros que antigamente eram impensáveis. Os planos para o futuro? Dominar o mundo!
Daniela Nogueira

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Porque viajar me fez uma pessoa melhor!

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