No final de 2016 fui para Europa passar o fim de ano e os planos iniciais eram: Praga, Berlim e Amsterdam finalizando a viagem. Praga e Berlim eram inéditas para mim. Voltaria para Amsterdam pela segunda vez e não tinha intenção de ir para nenhuma outra cidade na Holanda. Mas… viagem sem nenum tipo de perrengue e história para contar não é uma viagem que se preze!

Ao chegarmos em Amsterdam descobrimos que nossa reserva estava cancelada e não achamos nada dentro do nosso orçamento. Depois de alguns minutos de desespero… plim! Minha prima tem uma prima que mora na cidade de Almere e poderíamos ficar em sua casa. E assim conheci esta cidade fofa e moderninha pela qual me encantei.

Minha sugestão: se estiver em Amsterdam pegue o trem e passe um dia em Almere. É bem pertinho, cerca de vinte minutos de viagem. Fiquei três dias na cidade e dediquei um para conhecer o seu centro, nos outros dois dias fui para Amsterdam de bate e volta.

Almere é a cidade mais nova da Holanda e foi construída para dar conta da falta de “espaço” em Amsterdam e acomodar uma população que estava excedendo. O que mais me atraiu foi arquitetura moderna do centro, local onde fiquei hospedada. Tinha a sensação que estava em um filme futurista e me impressionei com as modernas construções. Arquitetos do mundo inteiro participaram do planejamento da cidade e deixaram a marca de seu trabalho. É impressionante o design e a imponência de alguns prédios. Era como se eu estivesse em um mundo perfeito e idealizado.

Prefeitura de Almere. Já é diferente um prédio público com este “estilo”.

 

E o que falar deste prédio? Como pode esta arquitetura?
Nunca vi nada parecido…
É o centro da cidade, minha gente!

Sem dúvida o que chamou mais atenção foi a biblioteca pública Nieuwe! Ela é simplesmente linda e uma das coisas mais fantásticas que conheci. Fico tocada de ver um País que valoriza a educação e proporciona um espaço como aquele para seus cidadãos.  A biblioteca se apresenta de uma forma bem diferente da que estamos acostumados, tem aparência de uma loja moderna e muito acolhedora. Conta com espaço multimídia, acesso à internet, espaço para leitura (claro) e um café.  São vários locais para leitura como sofás, mesas e escrivaninhas com vista para o centro da cidade. Tudo muito bem arrumado e organizado. É de impressionar e encher os olhos!

Prédio da biblioteca.
Nieuwe Biblioteca.

Outro prédio que me impressionou foi o Belastingdienst (não tenho a mínima noção do seja esta esta palavra) e pelo que disseram era um prédio público equivalente à receita federal Holandesa. O prédio é todo espelhado e, dependendo da luz solar e do quão ensolarado está o dia, ele modifica a cor. E novamente a Luciana ficou fissurada no que via… Incrível aquela mistura de cores e, dependendo do lado que o Sol bate ou não, o prédio pode ficar mais esverdeado, amarelado, avermelhado…

É demais, né?!

Reparem na parte dos fundos mais avermelhada e nas paredes internas que estão mais esverdeadas. Eu pirei!

Passear pelo centro é uma distração. Muitas lojas boas e ótimos restaurantes. E como não poderia ser diferente, o centro também é bem diferente e moderno. Eu tinha a impressão de que estava no filme “De volta para o futuro 2”. Para minha triste realidade já é difícil conceber um centro de cidade extremamente limpo, o que dizer então de calçadas intactas, escada rolante e até (pasmem) um banheiro público limpíssimo!

Centro comercial

 

Parte dos restaurantes e centro de lazer.
Esse chão…
Banheiro público.
Tem escada rolante no centro da cidade! \o/
Inverno tem que ter pista de gelo.
Crianças holandesas <3
Saindo do centro: o mar em um dia de inverno e muito cinza. Imagine um céu azul?

Meus dias por lá foram em pleno inverno europeu: dias frios com um céu muito fechado e cinza. Cheguei perto do mar, mas o vento gelado não me deixou ficar muito tempo. No verão a cidade deve ser ainda mais gostosa. Mas o passeio valeu por eu poder conhecer às mais diferentes formas dos prédios e uma arquitetura que foge do convencional.

Um detalhe daquele prédio com “camadas”! Como pode?

 

Quero voltar com o céu azul!
Cena comum: carros elétricos.

E nas minhas reflexões de viagem, me veio à cabeça a seguinte questão: o Rio de Janeiro é a geografia mais linda que já vi, uma terra abençoada por natureza, porém muito zoada pelos péssimos governantes. Almere tem belezas naturais que não pude conhecer por conta do frio, mas que não se compara ao Rio. Entretanto, tem beleza arquitetônica que sobressai. É um lugar que, de fato, teve planejamento ao ser construída. . .  Vai por mim: se for para Amsterdam, faça um bate e volta para Almere e tire suas conclusões. O que você prefere beleza natural ou uma cidade planejada e bem administrada?

 

Luciana Almeida

Luciana Almeida

Sou uma carioca nômade. Adoro sentir o frio na barriga de conhecer um lugar novo.Assistente social de formação e viajante compulsiva nas horas vagas, meu objetivo é colecionar histórias e boas memórias de lugares, pessoas e culturas. Quero me jogar nos destinos e sonho com uma volta ao mundo. Viajar pode ser sozinha ou acompanhada, e o lugar pode ser qualquer lugar no globo. Afinal, o que importa é viajar cada vez mais.
Luciana Almeida

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