Esse post é especial para as viajantes que, assim como eu, tem um mascote e querem que ele (ou ela) seja seu companheirinho peludo de viagem.

Viajando com animais no Brasil
Aeroporto do Recife,

Em dezembro de 2016 eu viajei com a Avianca, do Rio para o Recife, com dois cães. Como não foi tão fácil encontrar informações sobre os procedimentos necessários, resolvi compartilhar aqui a minha experiência para ajudar quem pretende, ou precisa, fazer algo parecido.

As informações que eu compartilho aqui são os procedimentos para embarcar animais com a TAM e com a Avianca, que tem uma política muito parecida. Não verifiquei com outras companhias porque as passagens estavam com um preço muito superior, nas datas que eu tinha disponibilidade.

Todas essas informações são válidas para voos domésticos. Caso você tenha dúvidas sobre voo internacional, recomendo o post super completo do Pequenos Monstros.

Regras gerais:

Nas rotas que eu viajei, a única maneira de transportar animais é na cabine, as companhias não tinham a opção de viajar no compartimento de carga. Se o seu animal exceder o limite de peso, é necessário verificar com as empresas uma rota operada por aeronave com compartimento de carga especial para animais.

Cada pessoa pode transportar um único animal, cão ou gato. Como eu estava viajando na companhia da minha mãe, levamos 2 cães.

O limite de peso do animal com a caixa de transporte é de 10 kg, tanto na Tam quanto na Avianca. A Azul, segundo informações no site, permite apenas cães de até 5 kg.

As aeronaves tem um limite de tansporte de 3 animais, e não é permitido ter cães e gatos no mesmo voo. Como a reserva do animal não pode ser feita pela internet, é preciso ligar para a central de atendimento para incluir o animal e efetuar o pagamento. Eu recomendo ligar antes de comprar a passagem para verificar a disponibilidade, e assim fugir das taxas de remarcação.

Check in e embarque:

No check in você precisa apresentar toda a documentação e preencher o formulário de transporte de animais, não é possível usar as facilidades do check in online. E é recomendado fazer o check in 2 horas antes do voo.

Na área de embarque o animal precisa estar o tempo todo na caixa, e como não é permitido carrinho de bagagem nessa área, prepare-se para exercitar os braços. Em aeroportos grandes, como foi o caso do Galeão, no Rio, foi cansativo. Para passar no Raio X, é necessário retirar o animal da caixa e passar junto com ele próximo ao seu corpo. Certifique-se de ter tempo disponível antes do embarque para todo o procedimento.

A marcação de assentos é bem confusa, são várias regras diferentes, e pelo que percebi em cada voo o responsável aplica a que ele decide. Quem transporta animais tem que sentar na janela, para não atrapalhar a saída dos demais passageiros em caso de emergência. Em um voo os animais precisaram manter uma distância de 5 fileiras, no outro voo estavam com apenas uma fileira de distancia.

Caixa de transporte:

Essa foi a parte mais complicada, na minha inocência pensei que existisse uma regulamentação e que as caixas tivessem tamanhos padronizados. Ledo engano. Cada empresa fabrica do tamanho que deseja e que nunca são as dimensões que as companhias aéreas exigem. Eu precisei percorrer 5 lojas com o cão testando caixas, até encontrar uma que fosse quase do tamanho que a Avianca pediu.

Viajando com animais no Brasil
Caixas de transporte.

As caixas precisam ser de plástico rígido ou fléxivel, desde que tenhas hastes internas para reforçar a estrutura e seja impermeável. Ou seja, aquelas de espuma não estruturadas não são aprovadas.

As dimensões da Avianca eram 40 cm de comprimento x 26cm de largura x 25 cm de altura. O animal precisa ficar de pé e girar completamente dentro da caixa, o que eu acho difícil para animais com 9 kg. O meu cão maior tem 7 kg e já estava no lmite do tamanho da caixa.

O sistema de fechamento deve ser seguro para que impeça o animal de abrir a porta sozinho. A que eu comprei tem porta estilo guilhotina, e a minha querida cadelinha aprendeu a abrir, usando o focinho para levantar a tampa. No meio do voo quando percebi ela estava com a cabeça para fora, admirando o mundo novo.

É ideal que o animal esteja acostumado com a caixa, faça alguns passeios com ele antes, mantenha ele dentro da caixa alguns instantes dentro de casa. Já será uma situação estressante pro animal que viaja pela primeira vez, se ele estiver pelo menos habituado com o espaço, será melhor.

Documentação e saúde do animal:

As companhias pedem que o animal esteja limpo e sem odores desagradáveis. É o mínimo, né? 🙂

É preciso um atestado de saúde emitido pelo veterinário, comprovando que o animal está saudável e em condições de fazer a viagem. Novamente nesse item há controvérsias, por telefone a Avianca informou que o atestado era válido por 7 dias a partir do primeiro embarque, enquanto no check in informaram que ele vale por 30 dias. Caso o período de sua viagem seja superior a sete dias, recomendo confirmar a informação, pois pode ser necessário um atestado atualizado para embarcar de volta.

Além do atestado, é necessário apresentar o comprovante da vacina antirrábica, que geralmente está na carteira de vacinação do animal, e a mesma precisa ter sido aplicada há mais de 30 dias.

É proibido dar qualquer tipo de sedativo para o animal antes do embarque. Também não é permitido água e alimentos dentro da caixa.

Preços:

A parte mais dolorida da brincadeira…

A Avianca cobra R$ 200,00 por animal transportado na cabine, por trecho, o mesmo preço praticado pela TAM. É caro, bem caro na minha opinião, especialmente porque foi quase o valor da minha passagem. O valor precisa ser pago com cartão de crédito através da central de atendimento, sujeito a taxas de serviço, ou em alguma loja da companhia.

No geral, a minha experiência foi positiva, o atendimento e o serviço da Avianca foi excelente.

E foi uma viagem ótima na companhia dos peludinhos, que se divertiram muito!

Caso tenham alguma dúvida que não foi sanada aqui, deixe nos comentários, vai ser um prazer ajudar o seu mascote a viajar.

Karina Ferraz

Karina Ferraz

Nasci no Rio de Janeiro, quis ser aeromoça, mas escolhi a arquitetura, paixão que me fez querer ver o mundo. Mundo esse que me levou até a Turquia, que resolvi chamar de casa e onde vivo há 3 anos. A arquitetura entrou de férias, surgiu a agente de viagens, que vive de organizar viagens para os outros e principalmente, para si mesma. Afinal, morar no centro do mundo faz tudo parecer mais perto.
Karina Ferraz

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